quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe suína: fases da OMS e possíveis futuros

Há alguns dias em que eu ligo a televisão e só se fala em gripe suína. Incrível, o assunto da vez mudou e pelo visto é bem sério. Comecei a assistir desde o Globo Esporte, que falava de como a gripe está afetando o mundo dos esportes com o cancelamento de jogos entre outros problemas, até o Jornal Hoje, que cobriu por completo a pauta sobre o assunto com ajuda de especialistas. Entre os dois programas, ainda tiveram os comerciais, que também não se desvincularam do grande interesse atual. O governo agiu fazendo um comunicado que orienta a população a não entrar em pânico, mostrando que está tudo sob controle, além das propagandas de supermercado que estão baixando preço de carne suína, mesmo sem haver qualquer relação direta do vírus com a carne de porco, mas há medo de possíveis prejuízos. Dentre tantas matérias, acho interessante colocar aqui o principal que se deve saber e explicitar as respostas sobre dúvidas que eu tinha, mas que podem ser de todos.
Gripe Suína
Origem: MéxicoAtualmente: O novo vírus H1N1, da gripe suína, já se espalhou para 14 países e pode ter contaminado mais de 2.500 pessoas. A doença matou no mínimo oito no México e contaminado 114. Um bebê mexicano que estava de passagem pelo Texas se tornou a primeira vítima fatal em território norte-americano.
A OMS prepara-se para classificar a gripe em 6 níveis. Atualmente, a escala está em nível 5. Segundo a chefe da OMS, Margaret Chan, apesar da doença está se espalhando rapidamente o mundo está mais preparado do que nunca.
Níveis classificados pela OMS, lembrando que no momento a gripe está classificada como nível 5.
Fase Inter-pandêmica: Novo vírus em animais, sem casos humanos.
Fase 1: Risco baixo para casos humanos.
Fase 2: Risco maior para casos humanos.
Alerta pandêmico: Novo vírus provoca casos humanos.
Fase 3: Nenhuma ou transmissão limitada entre humanos.
Fase 4: Evidência de transmissão crescente entre humanos.
Fase 5: Evidência de transmissão significativa entre humanos.
Pandemia
Fase 6: Transmissão eficiente e em série entre humanos
Fontes: Organização Mundial da Saúde.
Existem três possíveis cenários:
Pandemia grave
É o pior cenário. A cada 30-40 anos, o mundo sofre uma epidemia de "influenza", na qual uma nova cepa do vírus da gripe se propaga rapidamente, matando centenas de milhares de pessoas em poucas semanas. Ex: A pandemia de 1918 (dita "gripe espanhola"). Naquela ocasião, pelo menos 40 milhões de pessoas morreram num período de 18 meses.Isso foi na era pré-antibióticos e vacinas primitivas. Se essa gripe acontecesse hoje... Os especialistas preveem que uma gripe como a de 1918 manteria 40% da força de trabalho afastada, seja porque as pessoas estariam doentes, ou cuidando de parentes doentes, ou simplesmente recolhidas. Isso levaria à escassez de gêneros e até de energia. O comércio global iria se desacelerar e muitos países entrariam em crise econômica.
Pandemia branda
A última aconteceu em 1968, quando o vírus H3N2 ("gripe de Hong Kong") matou pelo menos 1 milhão de pessoas no mundo. Os especialistas acreditam que uma cepa desse tipo hoje teria efeitos muito menos graves, já que existem antivirais que não estavam no mercado há 40 anos.Uma pandemia branda já seria suficiente para afetar o comércio e as viagens, provocar flutuações cambiais e escassez de medicamentos antivirais e antibióticos destinados a combater as "infecções paralelas" que costumam acompanhar a gripe. Há quem preveja também a falta de equipamentos como respiradores mecânicos, pois hospitais de muitos países, especialmente os Estados Unidos, já operam no limite.
Sem Pandemia
O mundo inteiro torce para que esta cepa da gripe simplesmente suma. A "influenza" é um vírus promíscuo, trocando genes o tempo todo com outros vírus de gripe dentro de organismos humanos e animais. Além disso, sofre mutações constantes. Ambos esses fatores implicam que o H1N1 de repente pode se tornar pior, ou mais brando. A qualquer momento ele poderia perder sua capacidade de passar facilmente de pessoa para pessoa, ou poderia se tornar brando como uma gripe sazonal comum. Mas levará meses para que se saiba se isso aconteceu. Cepas de gripe costumam desaparecer durante os meses de verão (meados do ano no Hemisfério Norte, origem da epidemia), voltando no final da estação ou no começo do outono. A cepa de 1918 voltou vingativa.
Curiosidades:
Os criadores de porcos querem mudar o nome da doença de gripe suína, para gripe mexicana, devido ao surto da doença ter ocorrido no México. Eles reivindicam que o nome deve ser mudado pois os criadores temem que haja impacto negativo nas vendas de carne de porco, embora já seja certo de que o consumo de carne suína não transmite a doença.Para evitar que a suinocultura sofra prejuízos ao ser associada a esta doença, Androulla Vassiliou comissária de Saúde da União Européia, declarou que o seu nome poderia ser alterado para “Nova gripe.” Alguns defendem a idéia que a enfermidade deveria ser denominada “gripe norte-americana” [4] ou “influenza norte-americana.”Fontes: O Globo, vocesabia.net e OMS.

Por hoje é só. O assunto ficou um pouco mais sério, mas as vezes é necessário.
Fico aqui, com pensamentos posivitos a todos que estão sofrendo nessas horas.

4 comentários:

  1. é nat, o caso ta serio mesmo... vc viu que as pessoas no Mexico foram proibidas de sair de casa por 5 dias??? tadinhos ne.. imagina se la fosse feriado tbm...
    é isso ai, vamos pensar positivo q vai tudo melhorar!
    beijos prima

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  2. seria horrivel ficar feriado em casa ue !

    Nossa .. entrei hoje achando que ia ler mais um de seus engracados textos . mas encontrei esse texto ! ele eh serio .. mas eh essencial !
    Parabens Nat por conseguir fazer seu blog mais interessante por ter textos comicos e textos serios !

    Tem gente falando que meu irmao vai pegar gripe suina pq nao gosta de tomar banho !

    nao consigo ficar sem escrever algo bobo ! desculpa !

    Bjoss

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  3. uahauhauahuaha, que piada de mau gosto... rsrs

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